quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Odus

Olorum, o Onipotente, Deus no dialeto africano, criou os quatro elementos: a terra, o fogo, a água e o ar. Destes foram gerados os elementais, que geraram todas as coisas vivas sobre o planeta. Foram atribuídos a cada um destes elementos quatro Odus, ou seja, quatro signos interligados dos destinos:

Terra - Irossum Megi, EgiLaxeborá, Ika Meji e Obhara Meji
Representam o caminho da tranquilidade e da riqueza.
Água - Ejiokô Meji, Ossá Meji, Egioligbon e Oxé Meji
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.
Ar - Ejionilê, Ofun Meji, Ogbéogundá Meji e Aláfia
Representam o caminho da indecisão até a paz.
Fogo - Okanran Meji, Odi Meji, Owanrin Meji e Etaogundá Meji 
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Diz-se que, nos primórdios dos tempos, não existia separação entre o céu e a terra (orum-aiyé) e que havia uma convivência íntima entre os orixás e os seres humanos; todos podiam ir ao orum e voltar quando desejassem. Porém o homem desonrou seu compromisso com Olorum, pecou contra o supremo. E assim, o mesmo dividiu o céu e a terra. O privilégio da livre comunicação desapareceu em troca das diferentes formas oraculares estabelecidas e legadas por orunmilá Odús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participam da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e dividem-se em “caminhos” denominados “ese” onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá.

Odus constituem os signos de ifá, o Deus da adivinhação. Segundo as lendas do candomblé africano, os Odus representam os destinos criados por Olorum, com todas as características da vida cotidiana e baseados no comportamento e temperamento humano. Então os Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada homem sobre a terra.
Os odus são os principais responsáveis pelos destinos do homens e do mundo que os cerca. Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza “liberando” energia para que todos possam dela se alimentar.
O odu é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inseridos. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino, sua conduta foge as regras siderais.

Odu é a ligação do homem com a característica do karma que o trouxe a terra e a identificação do ser com cada orixá, anjo da guarda ou eledá de cada um.

Quando nascemos trazemos os karmas e contratos feitos em vidas passadas que precisam ser resgatados na presente existência, ou seja se os odus regem a nossa vida e nosso destino, deduzimos que já nascemos com alguns odus negativados por conta da nossa conduta moral em vidas passadas, pois temos resgates a serem feitos nessa vida. Se os odus regem a nossa frequência vibratória logo, podemos entrar e estar numa baixa frequência por conta da negativação dos nossos odus. Podemos ainda ser vitimas de trabalhos feitos para a inversão ou a negativação dos nossos Odus, quando tal fato acontece na vida da pessoa, nada dá certo, os caminhos ficam todos fechados e por mais que a pessoa tente acertar ou sair da situação a vibração, a frequência em que ela se encontra não consegue atrair coisas e acontecimento positivos apenas negativos, e ainda atrai para si um número grande de obsessores que começam a se alimentar da sua energia, podendo ainda cair em vícios com bebidas, drogas, sexo desenfreado, etc.

No momento em que o recém-nascido respira pela primeira vez, todas as energias do universo material e imaterial se ligam ao seu corpo.
Forma-se neste instante, um padrão de energias divinas, astrais, numerológicas e astrológicas que é única para cada indivíduo. Nessa hora, a pessoa tem traçado o seu odu, termo que, em yorubá significa caminho ou destino. Os Odus são a linguagem dos Orixás. Quando o babalaô, o sacerdote de Ifá, lança os búzios no tabuleiro, cada configuração corresponde a um odu diferente, regido por determinado Orixá ou grupo de Orixás.
 
Nesse instante adentramos nos SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS que estão escritos no livro “O Caibalion” . “Os princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente”.

Os Sete Princípios em que se baseia a filosofia hermética são os seguintes:
  1. O Princípio do Mentalismo
  2. O Princípio de Correspondência
  3. O Princípio de Vibração
  4. O Princípio de Polaridade
  5. O Princípio do Ritmo
  6. O Princípio de Causa e Efeito
  7. O Princípio de Gênero

Princípio de Vibração: “tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.
Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre esses pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo até a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos d energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também dos planos espirituais.
Princípio de Polaridade: “Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; o opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” O mesmo princípio opera no Plano Mental. Permitiu-nos tomar um exemplo extremo: o do amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de amor, em um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que ás vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isso, é possível mudar vibrações de ódio em vibrações de amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.
Princípio de Ritmo: “Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.”
Este princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.
Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do Homem. Os hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de Neutralização. Eles podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do Domínio deste princípio. Aprenderam como empregá-lo, em vez de serem empregados por ele. O Mestre dos Hermetistas polariza-se até o ponto em que desejar, e então neutraliza a Oscilação Rítmica pendular que poderia arrastá-lo ao outro pólo.
Princípio de Causa e Efeito: “Toda a causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa á Lei. “
Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que não seja casual; que, no entanto existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.
Os hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tornam-se Causadores em vez de Efeitos.”

Existem dezesseis odus básicos, que podem ser associados à data de nascimento da pessoa. E cada pessoa em cinco odus (caminhos do destino) localizados em nossa cabeça – FRONTE, NUCA, LADO DIREITO, LADO ESQUERDO E O ALTO DA CABEÇA; estes são os pontos de onde fluem energias que são responsáveis pelo desenvolvimento psíquico. Por que 5 pontos? Porque a dona da cabeça é uma entidade chamada Yemanjá Sabá; e os caminhos de Yemanjá são cinco. quatro referentes à sua vida material e um referente ao seu caminho espiritual. O jogo de búzios é a forma ritual, sagrada, de descobrir os odus de uma pessoa, mas também é possível conhecê-los recorrendo à numerologia.
De um modo o de outro, esse conhecimento é muito importante, pois os odus sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos e suas limitações. Os odus encorajam e advertem. Eles indicam traços fortes e pontos vulneráveis. Conhecendo-os podemos lidar melhor com eles e viver bem. Pois o odu, o caminho espiritual, não pode ser trocado, mas pode ser lapidado e positivado, entrando a pessoa numa nova frequência vibratória para que possa ir de encontro aquilo que tem por direito de receber ainda nesta existência.

 

 

Um comentário:

  1. Olá! O que significa quando duas pessoas com odu idêntico se relacionam? Não é por acaso, não é mesmo? Obrigada.

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